Caio. F
Eu não sei quanto tempo vai durar ou o quanto se deve. Se é ou foi um engano, um desvio no meio do caminho. Eu não sei e não tenho me importado em querer saber. Abandonei a culpa, o medo, as crises de melancolia...abandonei, pelo menos por agora, por esses dias.
O tempo? Não me importo com o tempo. O tempo não existe, o que existe, sou eu aqui, é você, o mundo e tudo a nossa volta.
Tudo, absolutamente tudo, sem ressalvas, na vida é fugaz. É tudo transitório. A própria vida é. Então não há razões pro depois, o depois é agora. Futuro e pretérito só servem pra conjugar verbos, pra remoer as memórias e frustrações de tudo que não foi e não será. O que existe é o presente, o infinito agora. O agora nunca finda.
Então pra que medo, pra que horas? Pra que pensar que amanhã talvez. Amanhã talvez não exista. Deixa o amanhã pra quando for. Agora é agora. Eu e você. Vivos.
O tempo é nosso.
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