segunda-feira, 20 de junho de 2011

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"Não sei se quero descansar por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir"

Clarice

Andei por tantos caminhos, me perdi a procura de uma porta, uma saída e sempre me deparei com outros novos caminhos, alguns mais feios outros mais belos. Perdi os sapatos, perdi as chaves, perdi a hora, perdi um pouco de mim, dei um pouco de mim, dei muito. Me perdi nas noites, nas mesas dos bares, nas conversas bobas, me perdi nas risadas, nas lágrimas, nas bocas, nos copos, nos corpos. Vivi tanto. Vivi tudo que a vida me deu, sem reservas. Porque eu não sou pela metade, eu sou inteira em tudo que vivo, em tudo que dou. Eu não temo ser assim, mais amor, mais alma, mais corpo, menos razão. Mas agora, meu amor, minha alma, meu corpo pede calma, pede abrigo.
Eu quero um canto pra repousar o meu amor, pra chorar as minhas dores em paz. Deixar de ser, pra que não seja pela metade. Se for pra ser que seja intenso, inteiro. E agora eu prefiro que não seja.

1 comentários:

ROÍDAS E CORROÍDAS disse...

"sem reservas"
Quando crescer quero escrever como você!